Subi as escadas da vida..
Degraus que nem sei contar...
Fiz escalada de montanhas,
Tropecei em pedras,
Achei que não fosse aguentar..
Senti um vazio,
uma solidão sem fim,
mas de tudo valeu a pena,
Porque hoje planto o meu jardim
(Renata Machado)
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sábado, 26 de junho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Parece que vivo num deserto…
Porque não encontro quem eu quero.
Nem sei se existe este anjo Orfeu
Só sei, que é assim que eu lhe chamo.
Para ele, visto-me de branco
Em jeito de anjo.
Subo ao altar
Sonhando com o seu sagrado olhar.
Venero o seu amor
Sem lhe conhecer a dor.
Solto-lhe um beijo
De adocicado sabor.
Abro-lhe os braços
Para um apertado abraço.
Tudo isto num sonho…
Que não se quer ver acordado.
Eu sei, que sou o pecado disfarçado…
Que se alimenta dum verso.
Eu sei, que se me lerem do princípio ao fim
Não quebrarei este feitiço de alecrim.
Agora, o anjo Orfeu será meu!
E não o será só quando sonho…mas quando vivo.
Só porque houve quem lê-se… este feitiço.
(Carla Costeira)
Porque não encontro quem eu quero.
Nem sei se existe este anjo Orfeu
Só sei, que é assim que eu lhe chamo.
Para ele, visto-me de branco
Em jeito de anjo.
Subo ao altar
Sonhando com o seu sagrado olhar.
Venero o seu amor
Sem lhe conhecer a dor.
Solto-lhe um beijo
De adocicado sabor.
Abro-lhe os braços
Para um apertado abraço.
Tudo isto num sonho…
Que não se quer ver acordado.
Eu sei, que sou o pecado disfarçado…
Que se alimenta dum verso.
Eu sei, que se me lerem do princípio ao fim
Não quebrarei este feitiço de alecrim.
Agora, o anjo Orfeu será meu!
E não o será só quando sonho…mas quando vivo.
Só porque houve quem lê-se… este feitiço.
(Carla Costeira)
Além da janela,
assisto estática o primeiro ato
desse teatro do cotidiano.
O dia lá fora é diferente,
e meu olhar,feito fragmento solto,
voa sem sentido.
Porém,aqui dentro tudo permanece igual;
Na grade que me cerca,
vejo a solidão,gravada em letras grandes,
que só aprendi a pronunciar
quando cresci.
Tento,em vão,acordar esse poema preso,
adormecido na boca,
feito dor que me consome.
Poeta só,
as palavras saem,
mas ninguém escuta.
No último ato,
tudo sou,nada tenho.
Fecham se as cortinas do meu palco.
Rosy Moreira
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