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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Kenny Rogers - Lady





Ninguém esta livre
de pequenos cantos isolados
escondido bem longe de voce
E com faixadas e pinturas novas
mesmo em uma casa velha
O canto continua lá.
Inerte empoeirado pelo tempo
Tempos de alegrias, tempos de medos
Tempo que gera um tempo esqueçido
mas que pode voltar
E em frações de segundos o angulo
que forma cantos, esquinas, lembranças
Cria fungos na casa nova
vai partindo a pintura
Cores desvanecidas ganham força
formando labirintos de espelho
te levando sempre a um ponto comum
Ninguém esta livre
de pequenos cantos isolados
É momento então de entrar nas arestas, nas vértices
ir ao encontro das semi-retas
Destilar, engolir cada linha
Retirar cada poeira
Dar descargas daquilo que não te valeu
que não te fez crescer
Momento em que voce, precisa entrar no angulo da sua vida
retirar enormes pedras guardadas no canto
No canto da sua visão
No canto da sua mente
No canto do seu coração
Nã há vitoria sem guerra
E a guerra mais voraz é esta
de ter coragem de entrar nos cantos da vida
Quebrar tudo que não te convém, que não lhe fez bem
Matar sentimentos baixos
Pintar com a tinta da esperança
Colorindo cada comodo, cada coluna
Ninguém esta livre
de pequenos cantos isolados
Mas temos o direito e o dever
de refazer a casa.

Márcio C.


Cantos Isolados - Márcio C.

É Preciso Saber Viver...






C I O

Nos seios afogueados
O tremor do gozo teu
Quando te enleias nos meios...


Reparto os dois  te recebo
Me lambes depois me mordes
À moda espanhola ardente...


Mordedura dos teus dentes
Entre meus pelos pentelhos
Gotículas delinquentes...


No esmaecer da noite
Nas fendas por entre as pernas
No ejacular da luxúria...


Meu colibri entre as flores
Menstruadas de vermelho
As mãos crispando em desejos...


Tua boca ardendo em beijos
Me contorço e olho no espelho
Meu ventre molhando amores!...


Dorothy de Castro  Orgasmo Poético


APENAS O AMOR

De um peito largo que eu adoro tanto
Queria o encostar sem  medo algum
Da boca que me encanta quando beija
E quando fala enamoradamente
Que me precisa que me quer demais
Talvez eu seja então a sua paz
E um coração que busca o acalanto
A madrugada fria que desponta
A cor dos olhos que me deixa tonta
Seja esse homem aquele que deseja
E seja o seu amor o que não mente
E se não for não há de ser nenhum
A solidão os versos meus poemas
Onde um amor deseja  o amor apenas!!!

Dorothy de Castro  



Como tentar fingir não
sentir o que eu sinto?


se nas minhas entrelinhas você já
sabe,


já adivinhou os meus sorrisos e
gestos.


Como tentar dissimular o óbvio?

se nos teus braços sou tão evidente,

mapa claro das rotas que traço pra
chegar até você.


Então digo por metáforas,

que é onde os poetas se escondem.

Assim dessa forma, quando os meus
versos dizem,


mar, lua, sol, abismos e pontes,

quando eles gritam olhares, beijos e
desejos,


quando eles pedem carinho, abraços e
volúpia,


No fundo é só seu nome que escrevo. 

Minha metáfora mais perfeita,

quando digo "te amo"....

é a minha própria vida pensando...

em você!

Luiz wood


Oi noite!
podemos conversar?
tenho tanto à te contar,
tanto pra você saber,
tenho tanto de você noite,
que quase somos um só,
eu e você, noite!
Venha, sente-se aqui,
temos a mesa,
temos a bebida,
temos tanto e tanto,
mas não temos paz,
nem temos paz...e paz!
Só a paz da noite,
Mas sente-se,
quero beber você,
taça enorme e cheia de estrelas,
e de ventos....
ventos noturnos!
Venha noite,
vamos brindar ao novo Deus,
os homens acabaram de inventar um novo Deus,
ele é azul, às vezes,
noutras, vermelho,
vermelho, o novo Deus é vermelho,
como os meus
olhos,
E você, noite, não tem olhos,
mas mesmo assim,
me enxerga tanto!
Venha noite,
vamos beber e brindar,
Tim tim....à
nossa loucura.
ao novo Deus vermelho,
meu Deus!!!! inventaram um Deus vermelho....
um Deus de plástico, e mudo,
e vermelho!
Venha noite....
sente-se aqui,
hoje seremos só nós dois,
ela se foi embora...
ela foi embora, noite,
ela se foi e estamos sós, noite,
eu e você!
Luiz wood



...tantas madrugadas,
que nos perdemos, sem encontrar,
que nos beijamos tanto,
a minha boca nunca mais foi a mesma...
minhas mãos sentiram tanto os teus seios,
que não conhecem mais outras formas,
meu cabelo se enroscou com o
teu,

e amarrados, dormimos juntos,
teu cheiro pela nossa janela aberta,
fez corar as flores do jardim,
e seus olhos, olharam tanto os meus,
que quando não os via, era cego,
as roupas em bagunça,
jogadas,

pareciam exaustas também,
e por fim, tontos ao levantar,
te banhava de sabão e luar,
a minha língua, toalha suave,
te aquecia e convidava,
venha....deite-se aqui,
o sol já vai sair.....
....tantas madrugadas!

Luiz wood


Tua boca 
Depois que o sol nasce 
tua boca tateia
a porosidade da minha pele 
Cálida escorrega 
pelo silêncio úmido 
dos meus desejos
Macia desfolha palavras
singra o mar
cala o vento
orvalha vãos
sopra afagos
e acende o meu dia

Vanderluza T. de Albuquerque




Dor ...


Não sei o que me sacia...
Tenho fome de vento!
E o que tenho é ventania...
Tenho fome de amor!
E nem o meu excesso mata...
Tenho sede de vida, de calor...
E vivo em chamas!
Talvez, se gritar bastante,
Faça a terra me ouvir,
Até sangrar
E regar a minha dor...

Dú♥Karmona®




Permita...

" ... Permita que eu chegue e fique enquanto viver...
e que eu fique alojado em você
como uma visita pra sempre...
mas deixe a porta aberta... "

Dú♥Karmona®




Volta para mim... 


"...Hoje, peguei aqueles versos guardados...
E como se fossem remédio pra minha dor,
reli todos!
Mas não lhe encontrei...
Reli e não vi, perdi o tempo,a sintonia ...
Continuo lendo, relendo...
E em meus versos mais seus do que meus,
voce não está!
Vou continuar lendo...
Quem sabe assim, voce,
volta para mim..."

Dú♥Karmona®





" ... Sou o estranho que tua voz canta!
e não quero viver com 'isso'
porque sou o que sinto,
sem mito! "

Dú♥Karmona®




                                                                        Voar...


"... Não quero ter os pés fincados no chão,
doi muito. Quero voar o mais alto q conseguir,
voos repentinos,
os q traduzem o meu sorriso ... "
Dú♥Karmona®



Como te esquecer?
És terra a vista, és lua
azulada, és cinema, és canção...
Mesmo que navegasse em
terras estranhas por mais de mil anos, jamais encontraria algo como você! Jamais
encontraria conchas que encontrei em tuas mãos!
Jamais seria o homem que
sou, sem a mulher que tu és!
Se além de todo o
espaço, é você uma nova galáxia, uma nova explosão criando um universo novo,
todo feito de cores, luzes e paixão!
Como te esquecer?
Se, peregrino no
deserto, te encontro e vejo depois da ultima duna, no mais preciso oásis,
Foi você a fonte fresca
a saciar a minha sede!
Se, ao me guiar entre as
estrelas, foi exatamente na sua direção que apontaram.
Como te esquecer?
Se coberta de nuvens,
apenas olhei e te vi nua, branca feito espuma do mar, forte, feito chuva do
mar, ondulante como nuvens!
Como te esquecer?
Se diferente de tudo...
Diferente de estrelas,
desertos e mares!
Tu és!

Luiz wood















Enlaça-me,
Em seus braços.
Ternamente,
Beija minha boca.
Quero ficar perdida
Tão tua e louca.....

ManyPallo






A "Era" do descartável
Hoje em dia vivemos numa Era em que tudo é descartável, ora são os sacos de plástico, ora os copos, enfim todo um manancial de "coisas" que aparentemente foram inventadas para nos facilitar a vida de forma a que pudéssemos ser mais felizes?!
Será mesmo?!
A questão mais crítica é que se transferiu o lema do usar e deitar fora, dos artigos para as pessoas e para as emoções, e isso é que é realmente grave.
Hoje em dia as pessoas usam-se e depois descartam-se umas das outras como se de um simples copo de plástico se tratasse ...
Mas bem pior, porque relativamente ao plástico ainda começa a aparecer a preocupação da reciclagem, e quanto aos sentimentos?
Na procura do prazer e da felicidade imediata, as pessoas atropelam-se, iludem-se, usam-se e magoam-se sem dó nem piedade, e sem reciclagem " possível.
Quem nesta Era se vê, de repente, desirmanado, apanha um grande choque porque nada é como era há uns anos atrás, em que as pessoas procuravam nas outras os mesmos objectivos; faziam planos de vida em comum; procuravam construir a felicidade.
Hoje em dia, as pessoas procuram a FELICIDADE, como se de um artigo de consumo se tratasse .
Algo físico e palpável, e não, o que realmente é, algo que se constroi, que se partilha e que é feito de pequenas insignificâncias.
Hoje, as pessoas conhecem-se, relacionam-se sexualmente uma ou duas vezes, e descartam-se passando para a próxima "relação".
Cada vez ficam mais frustadas porque aquela ainda não é a tal ou o tal.
Mas para descobrir isso é preciso bem mais do que uns simples encontros físicos...
É preciso conhecer o outro; conhecer os defeitos e aceitá-los; é preciso querer ver mais fundo. Apaixonarmo-nos por alguém é um investimento grande; e manter uma paixão requer muito empenho.
Mas hoje, na era do fast-food; ready-to-wear; do-it-yourself, o "amor" passou a ficar conotado como descartável e quem não aderir ao fast-sex, pode correr o risco de se sentir inadaptado.
Pois bem, como diz uma amiga minha, prefiro ser inadaptada.
Não sou descartável.
Não sou de usar e muito menos de deitar fora.
Sou de Amar e valorizar, porque eu valorizo os outros, valorizo-me e amo muito.
Não sou púdica nem conservadora. Não condeno quem se sente feliz com esta forma de viver, apenas não é o que eu quero para mim.

.


JARDINS DO HAITI

É da desgraça
que nasce a esperança
A noite escura
vela o sono
do novo amanhecer
É no desejo de tocar
onde a mão não alcança
refazendo o jardim
onde flores irão renascer

GilbertoMaha®©
ABS POETICOS






Se tudo quanto existe

Se tudo quanto existe
é lenta evolução,
longa transformação
sem Deus e sem mistério;
se tudo no Universo tem sentido
sem o sopro divino;
se o segredo da vida, a criação,
se explica pela ciência,
e a corrente vital
é também consequência;
se a humana consciência
é simples equação...
— que significa a vocação do eterno,
que quer dizer a aspiração do Céu
e o terror do inferno?

E se acaso é o instinto a lei da vida,
se a verdade
é só necessidade
inexorável, lenta, laboriosa,
que sábia explicação
tem esta frágil, esta inútil rosa?

(Fernanda de Castro)






APOSTA

Enquanto chovia essa tarde
Eu apostei meus últimos sentimentos
Lancei-os um a um no vento
E nunca mais os pegarei de volta!
Agora que se acalma a tempestade
E o barulho das ondas me incomodam
Me falta parte da cor da aurora
E uma boa medida de tempo
Apostei sem dó, sem arrependimento,
Talvez por alegria, talvez descontentamento,
Vou indo, sem saber se voltarão,
Mas poderei dizer que arrisquei...
Ganhei? Perdi? Não sei!
Só passando, me refazendo,
Só assim, um dia,
[quem sabe?]
saberei.

(Cáh Morandi)



Amor.Simplesmente Amor

Patético!? Sim eu sou...
Porque amo pateticamente.
O amor me deixa sem limites
Sem margem, fronteiras para sonhar
M’alma tem sede do divino prazer de amar
Ardo em fogo, queimo no infinito
Como estrela, mesmo depois de morto
A luz desse amor viajará pelas galáxias
Iluminando mundos.

Derramo-me em sangue, seiva e vida
Deságuo minhas lagrimas em palavras
Visto-me de cambraias, me cubro de promessas
Pelo simples prazer de sofrer de amar...

Vagueio por entre abismos de sentimentos
Montando um cavalo de muitas luas
Na bagagem levo-te um presente
Minha humana incompletude.
Dou-te meu pior e meu melhor...
Porque só no amor sou inteiro.

(Alex Simas)





A VOCÊ, COM AMOR

O amor é o murmúrio da terra
quando as estrelas se apagam
e os ventos da aurora vagam
no nascimento do dia…

O ridente abandono,
a rútila alegria
dos lábios, da fonte
e da onda que arremete do mar

O amor é a memória
que o tempo não mata,
a canção bem-amada
feliz e absurda…

E a música inaudível…

O silêncio que treme
e parece ocupar
o coração que freme
quando a melodia
do canto de um pássaro
parece ficar…

O amor é Deus em plenitude
a infinita medida
das dádivas que vêm
com o sol e com a chuva
seja na montanha
seja na planura
a chuva que corre
e o tesouro armazenado
no fim do arco-íris.

(Vinicius de Moraes)