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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Sua Voz - Poema de Anete Monteiro (Para meu amigo João Anderson)




Hoje acordei só pra te confessar uma canção!
Ou qualquer coisa assim,uma canção, te confessar a nossa foto, uma lua tão alta! Nada de especial, apenas acordei pra te confessar que sonhei, que vi você passeando, que o mar hoje está mais verde e que nada, nada mesmo, me faz mais feliz que um mar verde e tantas outras coisas verdes!
Hoje acordei comum, dia comum, café comum!
Até que me lembrei de te dizer bom dia!
-Bom dia amor!
-Dormiu bem?
-Dormi, sonhei com você!
-Que bom, eu também!
Hoje eu acordei só pra te confessar uma canção!
Hoje eu acordei só pra te dizer da nossa foto!
Hoje eu acordei só pra te dizer da lua tão alta!
Nada de especial...
além de sonhar com você!
-Bom dia amor!

Luiz wood
PASSAGENS

Poderia ter sentido
o perfume da vida
passando entre as flores
que se encantam,
dissimulando asperezas
nas pétalas umedecidas

Prenderia tua imagem
no acústico de uma sonata,
no calor do sol ressacado
de um verão

O vento em suas rajadas afiadas,
cortará a saudade insuportável,
falando do amor
como quem fala da sede,
da fome, da dor.

(Conceição Bentes)









QUISERA EU

Quisera um dia dizer -te
Que te percebo.
Na cama onde não dormimos.
No silêncio, das palavras loucas,
Que não dizemos.
Nas manhãs frias.
Nas tardes se sol escaldante.
No seu olhar distante.
Quisera dizer-te
Que sua ausência insiste
Em não deixar de perceber-te.

ManyPallo


  O amor e o vento



Amor.
Essa força que nasce como o vento.
E como ele vive até a morte chegar.
Não se conhece pra ele domínio.
Nem se converte dele a direção.
Tentando detê-lo,nos foge das mãos.
Pois na liberdade encontra a razão.
Às vezes é vento que segue como brisa palmeando as flores,
tocando numa leve sinfonia as teclas de um piano raro.
Se fazendo presente sem se fazer notar.
A se doar mais que a desejar.
Fluindo como chuva sobre o solo ávido,
a terra a fertilizar.
A outra face é vendaval.
É vento que carrega o céu,pisoteia o chão.
Ao mar,presenteia ondas rumo ao litoral.
Corre como um raio incendiando o azul.
Do norte ele rasga a paz em direção ao sul.
Atravessa a plantação em grave sinfonia.
Explode em tons negris as matizes do dia.
É ira no coração,é furacão.
É amor,ao inconstante,o nome que se dá.
Se não for,outro nome não há.
Nada encontro que esclareça enfim.
Como sei que se chegou a mim.
Pois se o vejo,não reconheço.
Se reconheço,não o entendo.
Se o entendo, me ponho a duvidar.
E volto a procurar,procurar...


                Viviane B. Pinheiro





É, eu me lembro!
Lembro de você chegando sorrindo,
Espantando todo o mal que havia,
Caminhando tão linda,
Fazendo o dia chegar com você!
É, eu me lembro!
Dos dias de sol que chegavam com você,
Do mundo que parava pra te ver,
Das flores de cor, tentado imitar,
O seu cheiro de encantar!
É, eu me lembro!
Das tuas mãos me tocando me fazendo sorrir,
Do seu beijo, me fazendo viver,
Das ruas que se abriam,
Só pra te ver passar!
É, eu me lembro!
De como era gostoso ver você chegar,
E amanhã vou lembrar,
Que o hoje chegou e me trouxe você,
E amanhã...e depois..e depois...
Sempre, quando você chegar!

Luiz wood


Apaixona-se

INTUÍTO Ä ROSA DOLANDMAY

DAMA DAS ROSAS

Por ser docemente bela, única e quente,
És a Musa que inspira o meu querer...
A amo assim, tão simplesmente
Por me fazer em paixão enlouquecer...

Às altas chamas, ao clamor independente,
Sim, eu a amo, em desvarios de prazer,
Que trago ao coração, unicamente
Por completar às insanas o meu viver...

Pois eu a amo, minha bela, meu sorrir,
Minha virgem, meu engano, meu amor...
Sim, eu a amo sem ao menos te sentir!

Tão somente, pois, és tão rara criatura,
Um amor de versejar e de se impor...
Às vozes belas, Dama das rosas e ternura!

(Poeta Dolandmay)