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sábado, 20 de agosto de 2011






INDECISÃO

Ah! insensato coração
Por que se apaixonas assim??
Se sabes que amor
Acaba rimando com dor

Ah! insensata paixão
Por que me tomas assim?
Como labaredas ardes
E me consome
Faz meu corpo tremer
Faz-me renascer
E enlouquecer

Ah! insensato sentimento
Por que se entregaste ao momento?
Se tudo é uma ilusão.
Afinal...não tens coração?
Não tens pena de fazê-lo sofrer assim?

Como folha ao vento
Deixa-se levar
Flutuando na ilusão
Figuração dessa história
Que não sei qual o seu fim
Se vivo a realidade
Ou a mentira de um amor
Que criei na minha fantasia
E insisto em acreditar
Para verdadeiro se tornar.

Vera Helena





Solidão...

Ela sabia onde poderia estar...
Somente lá ela poderia gritar
ou dizer o que tanto queria
E até dizer 'não', quando quisesse
Somente lá poderia 'ser'
poderia 'dizer'
poderia 'sentir' o 'teu sorrir'
ou o 'teu sofrer'...
E 'permanecer', sempre quando quisesse
mas para isso teria que conhecer a 'solidão'
e assim foi, entre escolhas... ficou!

Dú♥Karmona®







   ONDE VOCÊ ESTÁ?

                     imagine... quantos dias eu chorei. só imagine...
                          quantas noites mal dormidas eu passei.
                         sonhei, e nos meus sonhos você estava
                           contiuei sofrendo, e sem entender nada

                            nas ruas, via você, em outras pessoas
                           atormentado! pelos desejos do passado.
                               imagine... quantos dias, tudo isso
                            aconteceu, na verdade foram todos os
                              dias, desde que você desapareceu.

                                 isac batista o poeta dos amores











SONETO DA ENSEADA

Sou sempre o que está além de mim
como a ponte de Brooklyn ao pôr-do-sol.
Sou o peixe buscado pelo anzol
e o caracol imóvel no jardim.

De mim mesmo me parto, qual navio,
e sou tudo o que vive além de mim:
o barulho da noite e o cheiro de jasmim
que corre entre as estrelas como um rio.

Quem atravessa a ponte logo aprende
que a vida é simplesmente a travessia
entre um aquém e um além que são dois nadas.

Na madrugada escura a luz se acende.
Que luz? De que vigília ou de que dia?
De que barco ancorado na enseada?

(Lêdo Ivo)



www.versoeprosapoemas.blogspot.com









NÃO OUÇO MAIS AS NOTAS
DAS CORDAS DA MELODIA
QUE JUNTOS COMPOMOS NA MEMORIA
PARA UMA HISTORIA SAGRADA
QUE VIVEMOS UM DIA.
OUÇO APENAS OS SOLUÇOS
E O GOSTO AMARGO
DO SILÊNCIO CONTIDO EM MIM
QUE CARREGA AS LEMBRANÇAS
PARA OS SORRISOS
VIVIDOS NO PASSADO
E DAS JURAS
DE UM AMOR
SEM FIM....



FABIEM CHAZAK 










Era apenas um desejo perdido na tarde, quase uma saudade.

Buscava alívio nos livros, nos filmes inúteis, nas músicas que apenas aumentavam o desejo ( a quase saudade) perdido na tarde...o pensamento insistia, a alma voava, e iam longe, pra perto de você, pra dentro da sua casa. Procurava por todos os meios a distração, o não lembrar, inútil...o desejo insistia em te procurar.

Como esquecer os braços? os olhos? a pele-cheiro?. Como deixar de desejar, de sentir o que é quase saudade?

Impossível, mas queria esquecer, arrancar você do pensamento, do coração.

Arrancar da vida, embora seja a própria vida, suícidio!

Lembranças de olhos cortantes.

Lembranças do fogo, do calor exausto, dos tempos de fogueira. Chama apagada apenas com suor, com o suor dos dois em chamas, quentes.

Das guerras aflitas, esgrima de linguas.

Saudade, quase um desejo perdido na tarde.

Saudade....

- Alô!

- Oi!

- Saudade de você!

- Então venha!

Era apenas uma saudade, agora é só desejo, não mais perdido, na tarde!
Luiz wood








Totalmente alucinado,
jogado, prostrado...
absolutamente alucinado!
Definitivamente louco,
sem rumo, aluado...
mortalmente louco!

Assim fico,
quando você chega de mansinho,
quase gata...
quase mansa.


Luiz wood


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